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🖋️ A Arte de Gerir a Própria Vida

  • Foto do escritor: O Jardim das Terapias
    O Jardim das Terapias
  • 8 de mar.
  • 2 min de leitura

George Sand: A Mulher que Redefiniu a Liberdade (e o que ela nos pode ensinar ainda hoje)


Já pensou que as grandes mudanças na história começam, muitas vezes, com um gesto de coragem individual? Recentemente, ao visualizar o filme sobre a vida de George Sand, dei por mim a refletir sobre o impacto desta mulher, na sociedade do século XIX e como continua harmonioso com o conceito moderno de autonomia.

Talvez , o nome possa ser desconhecido - mas merece, seguramente, ganhar mais clareza. George Sand era, na verdade, o pseudónimo de Amantine Lucile Aurore Dupin, uma baronesa e escritora francesa do século XIX que decidiu desafiar todas as convenções da sua época - uma delas o uso deste nome artístico, porque, como alguém lhe disse, as mulheres, na época, não eram escritoras - isso era coisa de homens . Numa sociedade que impunha o silêncio às mulheres, ela adotou um nome masculino para ser ouvida, vestiu calças para circular livremente, fumou charutos . Mas, acima de tudo, George Sand foi uma mestre na gestão da sua própria existência.

Ela não foi apenas uma escritora que fez nascer dezenas de livros, peças de teatro, memórias: foi uma empreendedora que garantiu a sua independência financeira, uma mãe dedicada e uma cuidadora atenta à saúde daqueles que amava (como o compositor Frédéric Chopin).

O legado e a lição de vida  de George Sand é, para além da sua obra literária, o seu posicionamento perante a vida, mesmo em circunstâncias familiares e sociais adversas, mantendo - se fiel a si mesma, à sua própria essência.
O legado e a lição de vida de George Sand é, para além da sua obra literária, o seu posicionamento perante a vida, mesmo em circunstâncias familiares e sociais adversas, mantendo - se fiel a si mesma, à sua própria essência.

Sand ensina-nos que, mesmo num quadro de vida em que as mulheres são chamadas a exercer a gestão de múltiplos papéis, tal nunca deve acontecer implicando abdicar da própria essência.

Neste Dia Internacional da Mulher, o meu convite é para que olhe para o seu percurso com a mesma determinação desta pioneira. Que a sua harmonia interior seja o guia para todas as suas decisões. Tal como Sand demonstrou, a verdadeira liberdade não se pede — constrói-se com rigor, cuidado e uma inabalável proposta de valor pessoal.

Que hoje, ao traçar a sua rota, se lembre que o comando da sua vida está, também, nas suas mãos."

 
 
 

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